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Com o tema “A Alegria da Sanfona Está de Volta! A quinta edição do evento acontece de 14 a 17 de novembro de 2018 em Juazeiro (BA)

Um instrumento de origem chinesa, com presença garantida nas festas populares e na maioria das tradições culturais do país e do mundo, dependendo da região ou país pode ser conhecido como: Acordeon, sanfona, gaita, concertina, bandoneón, harmonia, fole e até mesmo botoneira. É por essa pluralidade impar que entre os dias 14 e 17 de novembro de 2018, na cidade de Juazeiro (BA), a V edição do Festival Internacional da Sanfona, vai celebrar o universo desse expressivo instrumento.

Os acordes da sanfona prometem movimentar as  margens do imponente Rio São Francisco que atravessa regiões e faz divisa entre os estados da Bahia e Pernambuco, nessa quinta edição o evento tem como tema “A Alegria da Sanfona Está de Volta” e traz uma vasta programação que vai contar com exposição temática de sanfonas, oficina musical com Edglei Miguel, Workshops com expressões internacionais e nacional, as Jam Sanfona Sessions que foram consagradas como o grande destaque da edição passada do Festival, além dos concertos musicais que trazem grandes instrumentistas do Brasil e do mundo.

Realizado pela Conspiradoria Projetos e Produções, leia-se Celso de Carvalho – idealizador do evento,  em parceria com a Toca Pra Nós Dois e com o cantor, sanfoneiro, compositor pernambucano e curador do evento, Targino Gondim, o Festival Internacional da Sanfona conta com o apoio financeiro do Estado da Bahia, através do Edital Ocupe Seu Espaço da Secretaria de Cultura.  As atividades começam na quarta-feira, dia 14, às 9h, com o início da exposição de modelos variados de sanfonas, onde o público terá a oportunidade de acompanhar a montagem e afinação do instrumento. Já a abertura solene do evento acontece com a realização de uma Jam Session com participação de Targino Gondim, Quinteto Sanfônico do Brasil, Chico Chagas e Mahatma Costa, também no dia 14, às 17 horas, tudo no Foyer do Centro de Cultura João Gilberto.

Entre os instrumentistas oriundos das cinco regiões do país e também do exterior já estão confirmados na programação do Festival os seguintes nomes: Chico Chagas (AC), Daniel Itabaiana (BA), Edglei Miguel (PB), Jason O’Rourke (Irlanda), Junior Ferreira (DF), Mahatma Costa (PE), Mestrinho (SE), Silas França(BA), Simone Zanchini (Itália) e Targino Gondim (PE), entre outros.

Objetivo

Com uma rica e ampla programação a quinta edição do projeto traz como proposta além de fortalecer a consolidação do evento no circuito internacional da sanfona, que é formado por dezenas de eventos realizados todos os anos, em todos os continentes, ampliar a disseminação da singularidade da música brasileira no mercado musical, lançando luz sobre formas de tocar sanfona em todo país e no mundo, além de potencializar a cadeia produtiva da sanfona e instrumentos assemelhados.

O público do festival é bem variado, formado principalmente por famílias que comparecem juntas às atividades. Há um contingente grande de pessoas que já curtiram as edições anteriores e sempre manifestam grande desejo de participar de novas edições.

O Festival atrai músicos de todo o Brasil e de outros países, dentre outros artistas, pesquisadores, produtores culturais, estudantes e pessoas de todas as classes sociais, idades e gêneros.

O instrumento

Citado na carta de Pero Vaz de Caminha e atendendo por vários nomes como gaita ou acordeom, foi como sanfona que ficou conhecido o instrumento utilizado na típica musica nordestina. Há indícios de um instrumento primitivo, que utilizava o mesmo princípio sonoro das palhetas do acordeom, chamado Cheng, na China do século 12 a.C.

A história oficial, porém, conta que a sanfona chegou à Rússia no século XVIII e foi patenteada em Viena no ano de 1827. O instrumento teria chegado ao Brasil entre 1836 e 1851, através dos imigrantes alemães do Rio Grande do Sul, onde é mais conhecido como ‘gaita’. Há informações dessa época de que já havia tocadores de foles de oito baixos na região Nordeste, provavelmente obtidas por nordestinos que foram ao Sul para lutar na Guerra do Paraguai.

De lá para cá, a sanfona se transformou em um dos principais instrumentos das festas tradicionais brasileiras, presente em todas as regiões. O instrumento é ideal para acompanhar bailes pela amplitude sonora e por permitir ao executor cantar com facilidade. Por vezes, substitui o violão e a rabeca, de pouco volume sonoro, em muitas manifestações da cultura popular. Luiz Gonzaga levou a sanfona ao estrelato, lançando o baião com sua sanfona branca em 1946. Fã confesso de Gonzagão, a sanfona foi, por exemplo, o primeiro instrumento de Gilberto Gil quando ainda era criança.

Influente em uma enorme variedade de vertentes musicais, o instrumento mantém-se sempre atual, acompanhando a evolução da linguagem musical, interpretada por novas gerações, ricas em grandes instrumentistas. Há um grande circuito internacional do acordeom, com dezenas de eventos em todos os continentes e um festival como esse no Brasil é fundamental para discutir e valorizar este instrumento.

Juazeiro

Berço de grandes nomes da Música Popular Brasileira como João Gilberto, Luis Galvão, Ivete Sangalo, entre outros e celeiro de inúmeros instrumentistas,  o local escolhido para realizar este evento não poderia ser mais simbólico: O município de Juazeiro que está localizado no norte do estado da Bahia, na microrregião homogênea do Baixo Médio São Francisco, possuindo uma extensão territorial de 6.390 km². Situada na margem direita do rio São Francisco — fator precípuo de sua existência — apresenta um contingente populacional de 197.965 habitantes (IBGE, 2010).

Encravada na região semiárida do Nordeste brasileiro, em pleno polígono das secas, Juazeiro encontra-se em posição privilegiada, num entroncamento rodoferroviário, fluvial e aéreo, distante 504 km da capital, Salvador. Faz divisa com o estado de Pernambuco, onde é separada da cidade de Petrolina apenas pelo Rio São Francisco, juntas as duas cidades oferecem infra-estrutura adequada para abrigar eventos deste porte e a distância entre elas e as capitais nordestinas não passa de 800km, facilitando deslocamento de público e artistas interessados, além de contarem com aeroporto.

Curadoria e direção artística

Targino Gondim e a Toca Pra Nós Dois

Targino Alves Gondim nasceu em Salgueiro (PE), a 100 km de Exu, a terra do Rei do Baião. Criado em Juazeiro da Bahia desde os dois anos de idade, ainda pequeno acompanhava de perto o “veio” Lua agarrado ao fole, cantarolar as poesias do nordeste e aos 12 anos já carregava o peso da sanfona.

Com 23 anos de carreira, acumula prêmios que incluem o da Música Brasileira 2010 (antigo Prêmio Tim de Música) e o Grammy Latino, dentre outros. Hoje com 25 CDs gravados e dois DVDs, Targino continua o legado de Luiz, divulgando o melhor da música nordestina pelo país e exterior. Ao final de 2007, o forrozeiro fez uma breve turnê por Portugal onde gravou um especial para o canal Música Brasil – exibido pela Rede Brasileira de Televisão Internacional (RBTI) para toda a Europa. Já pilotou um especial de TV sobre o nordeste exibido e gravado pelo Canal Futura – “O Tom da Caatinga” e arrebatou o prêmio de melhor cantor regional, no 21º Prêmio de Música Brasileira com o álbum “Canções de Luiz”.

 

Celso Carvalho e a Conspiradoria

Fundada em Junho de 1997, a Conspiradoria Projetos e Produções Ltda atua nas áreas de planejamento, elaboração técnica, administração de projetos e produção executiva.

Fundador e Diretor Executivo da Conspiradoria, Celso de Carvalho é o Diretor Geral do FESTIVAL INTERNACIONAL DA SANFONA, projeto idealizado por ele em parceria com Targino Gondim. Produtor Executivo e Curador dos Festivais Umbuzada Sonora e Conexão Vivo Juazeiro. Produtor Executivo e Flautista do projeto Jam no João. Membro do coletivo artístico Mundamundistas. Co-produtor dos filmes longas metragens Jardim das Folhas Sagradas, de Póla Ribeiro, e Trampolim do Forte, de João Rodrigo Mattos.

Responsável pelo planejamento geral, elaboração técnica e administração de mais de 100 projetos culturais da Conspiradoria e de terceiros, em diversas áreas (livros, CDs, artes cênicas, patrimônio, artes plásticas, audiovisual, bienais, etc), na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, destacando-se realizações com Daniela Mercury, Lucélia Santos, Paulo Betti, Teresa Seiblitz, Marcio Meirelles, Targino Gondim, Tomzé, Moraes Moreira, Gabriel Priolli, Ivan Isola, Solange Farkas e Barry Schwartz, entre outros. Coordenador geral e curador dos programas Select com Arte e Combustível Cultural, desenvolvidos em parceria com a Shell Brasil, com mais de 150shows de música instrumental realizados na Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. Já atuou em cargos de Diretoria e Gerência de grandes empresas como Shell Brasil (10 anos), Brasil Telecom (3 anos) e IRDEB (TVE-Bahia e Rádio Educadora da Bahia), entre outras.

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