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Ultima noite do V Festival Internacional da Sanfona encanta o público

“Incrível”, “magnífico” e “emocionante” foram algumas das palavras expressas pelo público que compareceu à ultima noite de shows do V Festival Internacional da Sanfona. A noite começou com os acordes da sanfona do diretor artístico e curador do festival Targino Gondim, seguida pela união das sanfonas tocando em harmonia e em uma só forma do Quinteto Sanfônico do Brasil,  que deu espaço para a acordeonista Maryanne Francescon, junto com a violinista Moara Pessatti levarem a união dos timbres marcantes do violino e acordeom apresentando uma viagem musical com o Duo Dalia. E não parou por aí, o mestre Chico Chagas fez sua segunda apresentação no palco do festival, mostrando toda a sua irreverência e versatilidade ao lado dos instrumentistas Edglei Miguel e Sebastian Silva. E encerrando o festival o sergipano Mestrinho puxou o fole e com o autentico forró, xote, baião, frevo e uma variação de ritmos, mostrou que o DNA musical do avó e pai está mais do que presente no seu dedilhar da sanfona. O festival ocorreu de 14 a 17 de novembro, no Centro de Cultura João Gilberto.

Targino Gondim, Sebastian Silva,Geo Barbosa, Marquinhos Café e Renan Mendes, formam o Quinteto Sanfônico do Brasil, grupo formado há cerca de cinco anos. No show, os músicos apresentaram clássicos de diversos ritmos, e ainda cada integrante mostrou um pouco do seu trabalho solo, fazendo o público cantar e dançar. “Estou muito feliz por mais uma edição do festival ser realizada com sucesso, muito honrado. Só tenho que agradecer a cada um dos parceiros e músicos que direta ou indiretamente contribuem para o sucesso desse grandioso evento.  A sanfona é um ícone nas nossas vida e durante os dias de festival conseguimos fazer com que ela seja a majestade, o destaque no palco. Que venham as próximas edições para continuarmos levando o melhor da sanfona para o Brasil e para o mundo” , afirmou Targino Gondim ao abrir a noite de shows.

   

Para além da música, a apresentação de Maryanne Francescon e Moara Pessatti com o Duo Dália foi marcada pela poesia dos acordes de clássicos de Piazzolla e também pela mistura de ritmos regionais uruguaios, argentinos e gaúchos de Gilberto Monteiro. Usando  a sutileza feminina, as musicistas interpretaram e, pode-se dizer, encenaram cada uma das músicas. Entre elas, ‘As quatro estações portenhas’ de Piazzolla, inspirada na obra de Vivaldi. “Fomos muito bem recebidas por toda a equipe do evento e estamos encantadas com o calor humano e receptividade do público, a vontade é de ficar aqui”, declarou a paranaense Maryanne Francescon.

 

Chico Chagas para variar deu um show a parte e com toda a sua versatilidade no instrumento apresentou um repertório rico e eclético que foi dos Beatles a Caetano Veloso, e claro sem esquecer do regionalismo do instrumento, tocou clássicos do forró e baião na companhia do mestre Edglei Miguel e Sebastian Silva. “Fico muito feliz em participar de um evento que proporciona um ganho enorme para o acordeon, com a realização não só de shows, de reuniões de músicos tocando o instrumento, mas também de atividades formativas. O Festival Internacional da Sanfona apresenta mais consistência, diante de outros eventos do mesmo gênero, por apresentar um leque maior de propostas no que se refere ao instrumento”, destacou Chico Chagas que já participou das três ultimas edições do festival.

 

                         

Ao fim da noite, Mestrinho, com toda a sua simplicidade, mostrou clássicos que passaram pela música Nordestina, berço de seu talento, e também outros ritmos como o Samba, entre outros. Mas o ponto alto da sua apresentação foi o momento que convidou o sanfoneiro Cristian Luis – Cristian o Futuro do Forró, de apenas 11 anos, para fazer parte do seu show e juntos tocarem clássicos nordestinos. Para arrematar a sua participação no festival, Mestrinho, que completa idade nova nesse domingo (18) foi homenageado pelos diretores do festival, Celso de Carvalho e Targino Gondim, que entregaram uma pequena lembrança ao musico e junto com o publico cantaram “Parabéns para você”, com direito a bolo de aniversário e tudo.

Paula Santana, estudante de direito – que assistiu a todas as apresentações dos três dias de festival – estava extasiada: “Vim aos três dias, mas hoje vim especialmente para ver o Duo Dalia e Mestrinho, que é minha paixão! Foi uma experiência incrível poder vivenciar de perto toda essa cultura do universo da sanfona. Eu sou do Sul da Bahia e não tenho oportunidades como essa por lá. É muito legal ver um festival trazer para o público as diversas facetas que um instrumento tem para oferecer”, declarou a estudante.

Silvio Peixoto, comerciante, também estava comovido ao final da noite. “Achei magnífico! Eu já participei de outras edições do festival, e é simplesmente incrível vê-lo a cada edição, melhor, com uma energia mais forte. Tomara que tenham muitos outros festivais como esse. É também uma oportunidade para os músicos daqui, para quem faz cultura no estado, no país de ter mais visibilidade. E quem sabe a gente veja, daqui alguns anos, outras iniciativas como essa em outros locais do país”, ressaltou Peixoto.

     

O diretor geral do festival, Celso de Carvalho, avaliou positivamente a 5ª edição do evento, e disse acreditar que o formato desse ano foi aprovado pelo público. “Nessa edição a sanfona esteve mais a frente do palco, em maior evidência, em relação as edições anteriores, devido ao grande foco dado aos instrumentistas. Também teve a mudança para a realização dos concertos e shows em área livre, o que a princípio se apresentava como um risco, mas foi bem absorvido pelos músicos e público. Chegamos ao final de mais uma edição com a aprovação do público, artistas e todos os envolvidos e agora vamos trabalhar para que a próxima edição seja ainda melhor”, finalizou Carvalho.

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